ainda sobre as vacinas

Chegaram a mim dois artigos com diversos graus de interesse, sobre o problema das vacinas e da sua possível ligação à epidemia de autismo. Os dois artigos são eminentemente técnicos, pelo que qualquer leitor com alguma formação científico-biológica fica desde já convidado a apresentar um digest passível de ser digerido por miúdos de seis anos, que suprima o jargão técnico e o converta numa conversa capaz de ser mantida à mesa de café.

O primeiro artigo interessará mais àqueles que procuram uma ligação explícita entre o thimerosal (o conservante à base de mercúrio usado até há algum tempo nas vacinas) e a mitocôndria celular, nomeadamente no que diz respeito aos efeitos que o primeiro pode ter na segunda.

O segundo artigo, mais “polémico”, por natureza, é um estudo piloto – pelo que as suas conclusões não podem ser, a priori, generalizadas – e reproduz em macacos rhesus um plano de vacinação convencional, para perceber se entre o grupo de macacos vacinados e os restantes se podem encontrar diferenças que apontem para traços do espectro do autismo.

Estes dois estudos vêm de certa forma interromper a tese mediatizada segundo a qual as vacinas não trazem qualquer malefício associado ao seu uso. As farmacêuticas vão ter de rever as suas posições e financiar estudos que desacreditem estes. É ping-pong académico, porque o que está em jogo, para além da possibilidade de admissão de culpa (mesmo que involuntária) é a atribuição de tantos e tantos milhões em compensações indemnizatórias, um pouco por todo o mundo, que até uma farmacêutica (por norma de bolsos Linda Lovelacianos) pode tremer ou cair. A gente só quer a verdade, como sempre. Para saber o que aconteceu, em quem confiar, e o que não pode voltar a acontecer.

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