Temos de amar os nossos filhos diferentes

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Tanto ou mais do que os nossos filhos normais (ou neurotípicos, como se diz agora) como vejo escrito um pouco por aí, nos blogs, no Facebook, nas revistas, nas reportagens televisivas. A frase é dita ou escrita como se fosse o corolário máximo de uma solução. Não é. É um problema, ou melhor, é o ponto arquimédico onde se sustém o resto da criança para a qual queremos o melhor do mundo. Transformar “temos de amar os nossos filhos” num mantra a repetir até que uma solução qualquer nos caía no colo ou uma paz interior ecluda em nós tem a mesma utilidade que tentar mover objectos com a mente. Mais a mais, gasta-se o verbo amar indiscriminadamente. Devíamos ser recatados e pragmáticos, ao invés de sermos barulhentos e inoperantes.

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