BALANÇO I

Este é o 1º balanço do 2º capítulo. Sim, é um capítulo…. pai, acho que não é uma parte.

Este balanço é muito positivo! Ao 4º dia de escola, a mãe foi buscar o Gui e ele nem estava a chorar, nem começou a chorar quando viu a mãe!

Grande Gui!

Espero que nunca sintas o que está à tua volta como eu sinto. Temos que analisar o que se está a passar. Quota parte do trabalho do terapeuta/ especialista? 

Então é assim: a escolinha do Guilherme tem uma sala TEACCH… uma unidade de ensino estruturado, como o ministério gosta de lhe chamar, não vão os pais começar a exigir o cumprimento de aspectos do programa, ou conhece-lo melhor do que os técnicos. Sim, esta unidade abriu no ano passado. Os pais devem saber duas coisas: 1) que esta sala serve a zona oriental de Lisboa e que várias crianças recebem ali uma resposta muito adequada (já voltarei a esta avaliação muito adequada), na sua zona de residência e que o Ministério está muito contente, está a publicita-la e está a colher os louros!; 2) que esta sala só recebeu o mobiliário necessário -da Câmara- em Janeiro (Abriu em Outubro 06, com alguma paciência dos pais) e um computador – da DREL – em Março!!

Bom o ministério meteu técnicos no terreno, permitiu aos docentes fazerem formação, dinamizou uma série de outros recursos!! Mas, análise de terapeuta, o ensino estruturado assenta em 4 pilares principais, sendo que um deles é a informação visual, só possível de elaborar com um dicionário de imagens informático… e um computador; e um outro pilar é a estrutura espacial, só possível com novo mobiliário adequado.

Voltanto à avaliação muito adequado. De onde vêm estes resultados? Claro, da boa vontade. Portugal é mesmo o país da boa vontade! Da boa vontade dos pais destes meninos, que souberam esperar; que pediram, ao abrigo do mecenato equipamento para a sala a amigos e conhecidos e que deram uma contribuição do seu próprio bolso. É muito escusado, mas vou dize-lo na mesma. Alguns pais fizeram mesmo a sala acontecer, junto de contactos ministeriais.

Mas também da boa vontade dos docentes da sala! Destas docentes que deram horas sem as contar. que fizeram da sala um projecto de inclusão, escrevendo inúmeras cartas de mecenato e, literalmente, estenderam a mão… não vamos contar todos os esforços… quem corre por gosto…

Se esta sala não tem encontrado estas docentes pela frente, garanto que isto não seria possível! Uma delas é agora a educadora de apoio do Guilherme. E se fosse outra? Onde estavamos neste ponto???

Afinal o nosso sitema é uma lotaria! Vá lá, vá lá, quando os pais vão ao ministério ameaçar com uma notícia para um jornal, com uma carta para a inspecção… na semana seguinte têm mais um docente e uma auxiliar… o que for preciso.

Se calhar é mesmo assim. Num mundo em que decididamente somos demais, há que lutar pelos nossos e puxar para eles os recursos insuficientes… os outros?… não conheço…

Viva o Gui.

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