proporcionalidade inversa

 

No perfeccionismo que me caracteriza enquanto intenção frequente e mal cumprida, palmilhei meia-internet com a ajuda do Google para poder orgulhosamente exibir ligações a outros blogues portugueses que versem o mesmo tema. Para além do óbvio carácter tribal e político da coisa – uma expécie de réplica internaútica e anónima de um clube adolescente para geeks e desalinhados da maioria – existe também, e com igual pretensão de verdade, a intenção de reunir nesta página, pouco a pouco, numa avareza de galinha, tudo quanto o Portugal virtual tem para dedicar ao autismo e derivados do tema.
E por ora é muito pouco. Para além das associações que têm como âmbito de acção a deficiência enquanto conceito genérico no qual cabe lá – de pés ou cabeça destapados – o autismo e dos pais que alumiam de quando um vez uma candeia solitária numa internet que sossobra de pornografia e derivados (penso frequentemente que a Internet se desenvolveu como um meio privilegiado de partilha de todo o tipo de material pornográfico e que, de forma aleatória e pirilampar, alguém se lembra que pode servir outros propósitos, ainda que menos nobres), pouco há que seja digno de menção (o sentido desta oração encontra-se quatro linhas acima; eu divago. E muito).
Parece-me que 1. há muitas mais crianças autistas que blogs/sites sobre crianças autistas. Não posso precisar um ratio de dimensão social/dimensão virtual preciso, mas adianto desde já que, por exemplo, a paralisia cerebral nos bate aos pontos. 2. Exceptuando a APPDA e respectiva APSA, que centram esforços na questão do autismo (a primeira) e do Síndrome de Asperger (a segundo), as restantes associações de terapia/diagnóstico/intervenção são genéricas e debaixo do guarda-chuva conceptual da deficiência, albergam, entre um síndrome genético raro e a trissomia vinte e um, o autismo, em todo o seu multifacetado esplendor.
Vamos tentar que aqui, pelo menos, se concentrem, sob regime de espartana exclusividade, problemas, opiniões e temas cuja relação fundamental é com o autismo. Só assim poderemos ser ajudados. E ajudar. 

Pai.  

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