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Já jantei com a Luísa, já comentamos o magnífico fogo-de-artifício que ela se propôs a lançar, gratuitamente, do convés deste blog para todo o mundo conhecido; apreciei o gesto, afinal, o esfinge obesa, também ele, queria que no seu funeral houvesse quem batesse em latas. Tudo dentro do preceito psiquiátrico de uma certa corrente de anti-psiquiatria de esquerda que consiste em comer maçãs nas consultas para que o paciente enfie no toutiço que não padece de nada. Funcionará com a larga percentagem daqueles que não padecem de nada, e aos restantes, nada tem a oferecer senão o caroço que sobra das maçãs.
No dia da ressaca natalícia do festival da minha tristeza, devo anunciar que pouca coisa mudou, comi talvez um carocito que não me encheu a cova de um dente. Continuo assim-assim macambuzio, mas já se sabia que o tempo é o instrumento pelo qual se corrige o desnível do coração. Vou tentar vir cá mais vezes, e falar mais do Gui, e do autismo, e do que interessa. E menos de mim (já tive quanto chegue para 2012, e dizem que é o fim do mundo lá mais pró fim do ano, talvez tenha de comprar boxers novos).
Hoje vou buscar o Gui e ele dorme lá em casa, talvez Sábado à noite e domingo certamente. Estou outra vez na minha perspectiva macroscópica: quero que ele tenha um futuro condigno quando eu não andar por cá. E tenho pensado nisso. E preciso falar disso com a mãe dele, entre outras coisas difíceis. E tudo ficará bem no fim, porque se não ficar, como dizem, ainda não é o fim.
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Obrigado aos instigadores maravilhosos desta insurreição contra a tristeza. BEIJOS.
