.
Não tenho postado nada e mesmo que o mundo continue a girar a despeito disso, devo uma explicação à meia dúzia de leitores que passam por cá de vez em quando: estou triste, estou deprimido. Aconteceu-me por volta de Outubro e tentei inicialmente fingir que mais não era do que uma curva descendente da minha ciclotimia habitual; pouco sucesso, estas merdas, quando desatendidas (ou quando se lhes presta demasiada atenção) tendem a crescer como o bolor no tecto da casa de banho e um dia um gajo acorda e já está, não me apetece sair da cama, não me apetece fazer nada, estou em pânico e o que mais me assusta é saber que o caminho para sair do buraco é o mesmo que para entrar, mas está enlameado, cheio de musgo e é a subir, sem luz.
.
Enquanto há dias nos quais consigo articular-me satisfatoriamente, como hoje, vou tentar ir deixando aqui o que me passar pela cabeça que tenha relevância (ahahahahah). Quando se está deprimido/ansioso, é mais difícil estar com o Gui, naturalmente, mas acaba por ser compensador ver que existe pelo menos uma pessoa que nos atura incondicionalmente. As coisas entre mim e ele não têm sido fáceis, mas é matéria para outro alongamento discursivo neste espaldar virtual que aqui partilho.
.
Beijos e abraços aos que têm passado por cá e sentido a minha falta, e aos restantes.
